“Veio a chuva forte e a derrubou….”

“Veio a chuva forte e a derrubou….”

Sabemos que o sol não deixa de existir mesmo quando o dia está nublado, apesar de coberto por nuvens, ele continua lá. O mesmo acontece com nossas emoções. Por isso, algumas vezes precisamos lidar com as grandes tempestades, para que o nosso céu possa clarear. Mas não é fácil compreender e lidar com tantas emoções. Nem para nós adultos, nem para as crianças.

Ninguém gosta de sentir raiva, tristeza, frustração, nem de ficar convivendo com esses sentimentos, mas a criança precisa da ajuda dos pais para desenvolver a capacidade de reconhecê-los. Os seus próprios, e os das outras pessoas. As crianças que têm essa capacidade desenvolvida e estimulada pelos pais, conseguem aprender melhor, fazem mais amigos, tornam-se adultos mais confiantes, pensam antes de agir, além de conseguirem manifestar de maneira mais saudável aquilo que sentem.

Mas para que isso ocorra, é necessário que haja essa ajuda externa, desde o reconhecimento e a nomeação para todos os sentimentos, até a reação de maneira adequada para todos eles. E, à medida que o tempo passa, as emoções básicas (felicidade, tristeza, raiva, nojo e medo) vão se tornando mais complexas, dando origem a novos sentimentos, como frustração, orgulho, ansiedade e solidão.

Assim, no começo da infância, geralmente, a criança expressa várias emoções da mesma forma, que é chorando.

Um pouco depois, já consegue expressar desejos e vontades. E as birras ficam mais comuns, já que a criança experimenta a frustração. Depois dos sete anos, a criança já sabe mais sobre as emoções e tem maior autocontrole, porém ainda precisa de ajuda. Ela estará sensível às emoções das outras pessoas, e então começa a se importar com o que os outros pensam e começa a desenvolver a autoestima.

É importante que nenhum sentimento da criança seja recriminado, pois ela não tem como evitá-lo. Lembre-se, você conhece aquele sentimento, explique que ela não é a única a experimentar aquela sensação. A criança vai ficar aliviada em saber que outras pessoas também se sentem assim.

Para que a criança desenvolva as emoções e descubra aquilo que gosta, precisa ser apresentada a algumas atividades, bem como, ser compreendida. Palavras de apoio, exercícios de respiração, de corrida, brincadeiras e, até mesmo abraços. Nesse momento que estamos passando, é importante também, que a criança mantenha uma rotina com sua alimentação, estudos e sono. Isso é essencial para evitar comportamentos disfuncionais e algumas tempestades emocionais que podem ser causadas por momentos de ansiedade e solidão devido à fuga rotineira que já ocorreu em consequência da pandemia.

Precisamos lembrar que não importa o céu lá fora, quem faz o dia bonito, somos nós!

Sobre o autor

Alessandra Manéa da Silva