O QUE O COVID-19 NOS MOSTROU SOBRE A PSICOLOGIA?

O QUE O COVID-19 NOS MOSTROU SOBRE A PSICOLOGIA?

Quantas mudanças foram vivenciadas nesses últimos meses, não é? Não foi fácil se adaptar com isolamento social, restrições de contatos físicos, uso de máscara, álcool em gel e tantas outras medidas de segurança física.

Além dessas adaptações, em prol da não contaminação por Covid-19, tivemos inúmeras alterações emocionais. Ao longo da Pandemia, diversas noticias abordaram as consequências que tantas perdas poderiam gerar na saúde mental da população.

E as consequências são sérias mesmo, sabe? Vivenciamos muitos lutos e, como todo o luto, houve muito sofrimento. Aumentaram os diagnósticos de ansiedade e de depressão em todos os países. Mas, por que será que isso aconteceu?

Você já ouviu falar sobre o termo biopsicossocial espiritual? É assim que a Organização Mundial da Saúde (OMS) compreende o ser humano. E, esse termo quer dizer que o ser humano é formado por diversos aspectos, são eles: o físico, o social, o emocional e, o espiritual.

Por esse motivo não podemos ignorar um dos aspectos. Quando uma das partes é afetada, o todo fica alterado. Então, se precisamos nos afastar da nossa rede de contatos e ficar isolados, teremos mudanças físicas e emocionais por causa disso. Assim como, com tantas adaptações para o bem estar da saúde física, nosso emocional estará o tempo todo em alerta.

Estamos sempre conectados! E, pensando nisso, quanta pressão nossa saúde emocional recebeu nesses últimos meses, não é?

Foram tantas mudanças e com elas tantas incertezas que as consequências podem ser bem ruins! E, com isso foi possível perceber o quanto a psicoterapia é um serviço essencial. Durante a pandemia a Psicologia foi classificada como um serviço que deveria ser mantido apesar de todas as restrições de isolamento.

Esse mês, no dia 27 de agosto, comemoramos o dia do Psicólogo, e que simbólico comemorar esse ano. Porque talvez estejamos caminhando para uma nova fase, em que a profissão seja vista como necessária e fundamental.

O que vocês acham, será que estamos caminhando para uma naturalização do auxílio psicológico? Ou, ainda temos muito preconceito sobre o assunto?

Sobre o autor

Bárbara Albasini Bard

Bárbara Albasini Bard

CRP: 07/28670