INTROVERTIDO NÃO, AUTISTA!

INTROVERTIDO NÃO, AUTISTA!

A Organização Mundial da Saúde estima que uma em cada 160 crianças no mundo possui o Transtorno do Espectro Autista – TEA. Quando se fala desse assunto, você sabe identificar quais são as características de uma criança com autismo? Pensou em comportamentos repetitivos, falta de entrosamento, não demonstração de afeto? Se sim, será que você acertou? A resposta é: sim e não!

Em 2008 a ONU (Organização das Nações Unidas) estabeleceu o dia 02 de abril como o ‘Dia Mundial de Conscientização do Autismo’. Embora estudado há muito mais tempo, o autismo ainda não possui causa única e definida, mas sabe-se que existe uma desordem neurológica que prejudica o desenvolvimento da linguagem e do comportamento social. Suspeita-se ainda de causas ambientais, genéticas e hereditárias.

Os primeiros sintomas podem começar a aparecer logo na primeira infância e embora a maior ocorrência seja com pessoas do sexo masculino, o autismo atinge ambos os sexos. O nível de comprometimento pode variar, dependendo do tipo de TEA e também de outras condições associadas.

Em alguns casos, além da dificuldade de interação social e prejuízo na comunicação, haverá um considerável atraso no desenvolvimento da linguagem verbal, dificuldade em reconhecer e expressar emoções e comportamentos repetitivos e estereotipados. Mas o grau de intensidade é diferente em cada indivíduo. Ou seja, estas características podem estar presentes desde o nascimento e serem óbvias ou podem ser sutis e se tornarem mais evidentes ao longo do desenvolvimento. O diagnóstico é feito por um profissional da área de saúde mental, com base na identificação de determinados padrões de comportamento.

E se eu reparar isso no meu filho? O que devo fazer?

Apesar de não haver cura para o autismo, existem tratamentos que podem minimizar os impactos causados pelos sintomas e melhorar as habilidades sociais. As intervenções mais indicadas para a maioria dos casos, são:

  • Acompanhamento com fonoaudiólogo;
  • Acompanhamento com psicólogo;
  • Sessões grupais para trabalhar a socialização;
  • Tratamento medicamentoso para problemas comportamentais e emocionais se necessário;
  • Envolvimento familiar;
  • Estabelecimento de um meio de comunicação;
  • Estabelecimento e organização de rotina;
  • Entre outros.

Há uma crença de que pessoas com autismo não demonstram afeto, porém, o que ocorre em muitos casos é que elas possuem uma maneira diferente de demonstrar essa afetividade. O importante é que haja sempre respeito e, embora o autismo não tenha cura, necessita de compreensão e um olhar atento.

*Fonte da imagem: FreePik

Sobre o autor

Alessandra Manéa da Silva